A IA vai acabar com o trabalho criativo?
Agora que a IA chegou, todos esperam que tudo seja entregue mais rápido, mas como fica o trabalho criativo?
A verdade é que não tem resposta fácil e vamos destrinchar o motivo de toda essa expectativa que pode ter começado no lado pessoal e chegou ao meio profissional.
1. O chat
Hoje em dia tem quem substitua um terapeuta ou um médico por uma conversa com um chat de IA, afinal, até os profissionais usam…
O primeiro contato da maioria das pessoas com a IA foi através de um chat, no começo as respostas demoravam alguns segundos a mais para retornar, com o tempo, a resposta é quase instantânea, como se tudo fosse fluido e construído de maneira dinâmica, a resposta vai se construindo até concluir.
Mesmo que o profissional ainda utilize a ferramenta, a forma que ele orienta é diferente (ou deveria ser), muito provavelmente ele não conversa com o chat como se fosse um colega de profissão, mas leva dados relevantes através de sua própria análise, literalmente como uma ferramenta.
A questão é que a IA está entregando certos resultados mesmo com prompts ruins e é aí que tudo começa a ruir.
2. O prompt
Sabemos então que um chat de IA pode demonstrar acolhimento, tirar dúvidas sobre curiosidades do dia a dia, por que não um site?
“Faça um site igual ao site X e mude o nome para Y, com as cores Z”
E sabe o que você NÃO pode dizer? Que não funciona, porque realmente funciona. Ela vai conseguir entregar alguma coisa. Para uma pessoa leiga, é só copiar os arquivos e contratar aquela hospedagem de sites do jacaré e tá pronto.
Se eu busco um resultado genérico, meu prompt pode ser genérico. E tá tudo bem.
3. A expectativa
Ainda aproveitando a linha do prompt, tem quem ainda vá além e inclua no prompt que quer algo “disruptivo”, e isso é basicamente como pedir para alguém triste ficar feliz.
A IA tem um limite, e o limite dela é o padrão e o padrão é o comum. Se a maioria com acesso a um chat de IA possui apenas uma visão superficial da coisa e não sabe instruir, os resultados serão equivalentes.
E isso diz muito menos sobre a ferramenta e mais sobre quem usa e principalmente como.
Com isso, estamos deduzindo que, por exemplo, um desenvolvedor de software que conhece toda a etapa de um processo de desenvolvimento de software, utilizando a IA como ferramenta é algo poderoso, certo? Certo.
4. O superpoder
Como agora a sua empresa paga sua assinatura de IA, ela deduz que você vai entregar mais rápido, mas será que é com isso que ela deveria estar preocupada?
Não é como um superpoder, é como um apoio específico e técnico.
A parte estratégica e criativa continua com a gente, porque fomos feitos para isso.
Sabe o que muda? Antes você precisava demandar um estagiário e explicar para ele como fazer para gerar uma planilha sobre tal coisa, e receberia talvez no dia seguinte. Agora você mesmo consegue fazer isso e já ter tudo pronto em minutos. Ela faz muito bem o trabalho “chato”.
5. As soft skills
O que era uma soft skill, vai acabar se tornando hard skill. Isto quer dizer que lidar com IA vai se tornar algo natural, a parte técnica “chata” você consegue resolver mais rápido sabendo orientar. Mas será que você é atencioso, detalhista, estrategista, comunicativo e eficiente?
Para quem era da tecnologia antes da IA, era um fardo ser tanta coisa ao mesmo tempo, agora é um alívio ter algo que aprimore ao menos um parte para que seja possível melhorar em todo o resto que na prática também é cobrado e necessário.
Conclusão
A grande verdade é que a IA não sente, ela é totalmente lógica e metódica.
Para ser criativo, é preciso sentir, e por via de regra, a IA só vai conseguir ser criativa se você contar para ela o que é essa tal criatividade.
Neste artigo, busquei abranger uma comunicação mais aberta sobre as principais percepções de algo não necessariamente técnico, mas em uma futura oportunidade, tenho alguns tópícos importantes:
- O impacto da IA no processo de desenvolvimento (elaboração à produção)
- Como construir prompts e contextos mais estratégicos
Nos vemos na próxima.